Sexta-feira, 17.10.14

O primeiro herói do Ébola

Chama-se William Pooley e é o primeiro herói mundial que o ébola criou.

A sua história merece ser contada, pois é uma história de coragem, resistência e grandeza humana.

William é britânico e enfermeiro, tem 29 anos e é o primeiro sobrevivente do ébola.

 

Contraíu o vírus na Serra Leoa, onde estava a trabalhar como voluntário, no combate à epidemia.

Foi levado de volta para Inglaterra, em muito mau estado, e tratado com o medicamento experimental Zmapp.

Recuperou a 100%, e a primeira coisa que pediu foi para regressar à Serra Leoa, para ajudar os seus colegas e os doentes no terreno.

Quando lhe perguntaram se não tinha medo, respondeu que sim, e que sabia que os seus pais estavam "receosos, mas mesmo assim estão do meu lado, por saberem que isto é algo que tenho de fazer".

 

Mas, Pooley fez mais.

Recentemente, viajou para os EUA e doou os seus anticorpos a um doente também infectado com ébola.

A propósito desta ida, e do regresso à Serra Leoa, declarou: "creio que é o mínimo que posso fazer, depois do cuidado e da dedicação com que fui tratado".  

 

William Pooley é um herói tranquilo, e um exemplo para toda a Humanidade.

Enquanto uns dizem que se devem matar doentes e em Madrid se mata um cão sem sequer o analisar, William Pooley lutou contra a doença, venceu-a e agora quer salvar mais seres humanos.

Revela umas das mais belas, e raras, qualidades dos seres humanos: a coragem para enfrentar o medo. 

É assim que se combate o ébola, não é a matar cães ou a entrar em pânico.

 

publicado por Domingos Amaral às 12:24 | link do post | comentar
Quinta-feira, 16.10.14

O regresso da grande crise europeia

E, de repente, tudo se pode estragar outra vez.

A Grécia explode em sarilhos, e os europeus recusam a ideia dos gregos saírem do programa de resgate já.

Como é evidente, os mercados financeiros estão esquizofrénicos.

As taxas de juro empinam, incluindo as portuguesas, mesmo com um Orçamento austero do governo.

As bolsas europeias afundam a pique há vários dias.

A somar à forte recessão que se vive na Europa, e que vergasta a Alemanha, a França e a Itália, além de todo o sul, há agora uma tempestade financeira.

O caos pode chegar, outra vez.

 

Os europeus não aprenderam nada, sobretudo os alemães.

A sra Merkel continua a dizer que a resposta da Europa à crise foi a correcta, e preconiza mais austeridade.

Em Portugal, Passos Coelho segue-a sem problemas, e repete a receita, com ligeiras variações que não valem quase nada.

Uma grande parte dos europeus continua a acreditar que é assim, com sofrimento e dor, que se recupera a confiança e se relança as economias.

É uma ideia moral que parece certa, mas não vale nada como receita económica.

A austeridade mina tudo, destrói as economias, as empresas, as famílias, e espalha-se aos países vizinhos, como um vírus.

Se há uma crise profunda na Europa, ela deve-se à austeridade que Merkel e Schauble obrigaram a impor.

 

Quase quatro anos de falhanços europeus já deviam ter ensinado isso a todos.

Se a Europa não o perceber rapidamente, será o seu fim. 

Estamos a gerar monstros por todo o lado, os radicais têm cada vez mais argumentos.

Depois não digam que não foram avisados. 

Na Alemanha, nos anos 30, a austeridade levou Hitler ao poder.

E, este século, os novos demónios já andam por aí à solta.

 

publicado por Domingos Amaral às 12:36 | link do post | comentar
Quarta-feira, 15.10.14

Estou farto do telemarketing agressivo da Nos!

Se há coisa cada vez mais insuportável, é o telemarketing de certas empresas.

São constantes telefonemas, cheios de questionários que vão ser gravados, e mais não sei o quê, a quererem saber tudo sobre a nossa vida, e com pessoas cheias de salamaleques verbais.

Na verdade, o telemarketing pode ser extremamente prejudicial a certas empresas, e acho que muitas delas ainda não perceberam.

 

Por exemplo, a Nos. 

Como todos sabemos, a Optimus e a Zon fundiram-se e nasceu a Nos.

Ora, eu tenho um telemóvel que era Optimus, e portanto passou a ser Nos.

Vai daí, passei a ser massacrado com telefonemas da Nos, pois eles querem que eu, além do telemóvel, também seja cliente deles de televisão, telefone fixo, internet em casa.

Por mais que eu lhes explique que já estou fidelizado pela concorrência por 24 meses, eles não desistem, e continuam a falar.

 

Em certas semanas, chegam a falar-me três vezes, três operadores diferentes, e a pergunta é sempre a mesma. Já cansa.

E parece que as minhas respostas, desde a primeira vez que me falaram, não são lidas. É como se eu não tivesse dito nada.

Por mais que lhes explique que não vou mudar para a Nos, eles não querem saber.

Devo estar metido num "sistema informático" qualquer, numa pasta chamada "Clientes a Massacrar"!

 

O problema é que este constante ataque agressivo está a deixar-me insatisfeito com a Nos.

Parece que ninguém tem respeito por mim e pela minha escolha.

Estou a começar a ficar farto, e já cheguei ao ponto de desligar os telefones na cara dos operadores que, coitados, me insistem em falar.

O passo seguinte é pois o óbvio: estou à beira de cancelar o meu contrato, e de me mudar para a concorrência.

Veja-se pois o brilhante resultado do marketing intrusivo da NOS: o cliente está de tal maneira farto, que está seriamente a pensar ir-se embora.

É nisto que dá o exagero, e a ganância das empresas, que nos faltam ao respeito e nos incomodam.  

publicado por Domingos Amaral às 10:14 | link do post | comentar
Segunda-feira, 13.10.14

Quem tem medo mata um cão

Percebo perfeitamente que as pessoas se assutem com uma doença que desconhecem, o ebola, e que é perigosa, pois não se encontrou ainda a cura.

Mas, parece-me que entrar em pânico não é o melhor caminho.

Os serviços de saúde espanhóis mataram um cão apenas com um argumento: o medo que ele propague a doença. 

 

O Excalibur era o cão da enfermeira espanhola que foi contagiada com o vírus. As autoridades espanholas decidiram matá-lo.

Porém, o cão não estava doente. Ninguém lhe fez sequer uma análise!

Ninguém tinha qualquer certeza se ele ia adoecer, se ia contrair ou não a doença, ou se no caso de contrair a poderia pegar a seres humanos.

Nada disso se sabia, mas o cão foi mesmo assim abatido, só porque teve o azar de passar uns dias com a dona, depois dela ter adoecido.

 

Parece-me uma estupidez colossal.

O cão, em vez de ser morto, deveria ter sido analisado.

A ciência tem evoluído muito com o estudo dos animais, e este podia ajudar-nos a saber se o ebola passa de humanos para cães, e como se propaga.

Nada disso foi feito.

O pânico tomou conta das autoridades espanholas, e na dúvida, mais valia matar o cão do que esperar para ver se ele adoecia ou não.

 

A isto chama-se medo puro. Matou-se porque se teve medo.

Não se matou um cão doente. Matou-se um cão que nem sequer sabemos o que tinha.

Ou seja, não se evoluiu, não se fez nada para perceber a doença, apenas se matou porque se teve medo.

Diz o provérbio antigo que quem tem medo, compra um cão.

Em Espanha, quem tem medo, mata um cão. 

 

Ora, já dizia Roosevelt, o presidente americano: "a única coisa de que devemos ter medo é do próprio medo".

O medo infeta as pessoas, torna-as aterradas, cruéis, más, e dispostas a matar para acabar com esse medo.

O medo brutaliza-nos, afasta-nos da civilização, faz-nos regressar à barbárie.

Pessoas com medo, são pessoas perigosas.

 

Para combater o ebola, não podemos ter medo.

Temos de confiar que a nossa civilização é capaz de ter pessoas corajosas, que são capazes de estudar esta doença e tentar encontrar uma forma de a dominar.

Se essa coragem não existir, nunca vamos conter uma doença, porque nos recusamos a estudá-la.

Foi essa coragem que não existiu em Espanha.

As autoridades recusaram a coragem de ser humano e tentar perceber melhor a doença.

 

E isto não tem nada que ver com os direitos dos animais.

Eu não me comovo com cães agressivos, que matam crianças ou adultos.

Mas acho que um cão que nem sequer se sabe se tem qualquer doença deve ter o direito a continuar vivo.

Porque matar um animal só se justifica se ele for comprovadamente perigoso, não quando apenas temos medo que ele possa vir a ser, eventualmente, perigoso.

 

 

publicado por Domingos Amaral às 11:24 | link do post | comentar | ver comentários (7)
Sexta-feira, 10.10.14

PT, BES, Ebola: o ano de todas as desgraças!

2014 está a ser o ano de todas as desgraças.

O BES faliu, deixando um rasto de destruição na economia portuguesa.

A PT, uma das poucas grandes empresas portuguesas, está de pantanas.

O resto da banca vive em stress, num mar de dificuldades.

A bolsa atinge mínimos históricos.

O Governo faz disparates todas as semanas, desde a justiça à educação.

A Europa afunda-se numa crise económica sem fim à vista.

E só faltava agora o Ebola, um virus mortal, aparecer para assustar as pessoas.

 

Olha-se à nossa volta, e tudo o que se vê na economia portuguesa é deprimente. 

O sonho dos anos 90, uma economia moderna e europeia, transformou-se num pesadelo.

A Europa, que nos ia trazer prosperidade, só nos obriga a violentos sacrifícios.

E as grandes empresas nacionais, que se iam expandir pelo mundo, falharam.

PT, Jerónimo Martins, EDP, BCP e muitas mais, lambem as feridas de uma expansão que se descontrolou.

 

É o fim de uma era.

O nosso mundo português, tal como o conhecíamos, está a desagregar-se.

Conseguirá o sistema político português resistir a estes constantes terramotos?

A direita está em profunda perda, pois apostou na austeridade e ela afundou ainda mais o país.

A esquerda está dividida em grupinhos, e incapaz de se unir, não tendo mudado nada em 40 anos.

A aliança que dominou Portugal, formada pela banca, pela política e pela construção civil, está de rastos.

 

Mas, estando nós na Europa do euro, o que se pode fazer?

Os governantes nacionais mandam muito pouco, e se a Europa não muda, Portugal também não o conseguirá sozinho. 

António Costa pode ser um farol de esperança para muitos, mas se Merkel continuar a obrigar todos à austeridade, rapidamente os portugueses perceberão que Costa será trucidado pelo sistema.

Se as coisas não mudarem e depressa, daqui a uns anos nada restará. 

Seremos um parque temático de ruínas, para os turistas verem.

Só os Jerónimos continuarão de pé, o resto estará tudo de gatas.

 

 

 

publicado por Domingos Amaral às 10:11 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Quinta-feira, 09.10.14

Vitor Gaspar e as "políticas orçamentais inteligentes"

Vítor Gaspar reapareceu em grande, agora assinando um relatório do FMI, para onde foi trabalhar depois de ter deixado o ministério das Finanças.

E, para surpresa de muitos, Gaspar propõe "políticas orçamentais inteligentes" como forma da Europa sair da profunda crise económica em que está.

Apetece perguntar: importa-se de repetir? "Políticas orçamentais inteligentes"? Propostas por Vítor Gaspar? Mas, isso é uma contradição insanável.

Se bem me lembro, este foi o mesmo ministro que cortou violentamente os subsídios de férias e natal aos funcionários, que quis subir a TSU, e que nos brindou com "um enorme aumento de impostos"!

Ora, como todos sabemos, as políticas que Gaspar aplicou a Portugal foram um desastre.

O PIB caiu a pique, a recessão foi profunda, o desemprego subiu a níveis nunca vistos, as receitas fiscais caíram com violência, e no final da história o deficit orçamental do Estado, que Gaspar queria fazer descer, subiu!

Foi esta a "política orçamental inteligente" de Gaspar, que foi um tão grande fiasco que ele se demitiu, dizendo numa carta pública que os resultados da sua política lhe tinham retirado "credibilidade"!

É de gargalhada que aquele que fez a política mais estúpida de que há memória em Portugal, venha agora dizer que a Europa precisa de "políticas inteligentes" para sair do buraco onde este "inteligente" e outros a meteram!

Políticas "inteligentes" vindas de Gaspar?

É melhor fugirmos a sete pés que vem aí disparate certo!

 

 

 

publicado por Domingos Amaral às 11:09 | link do post | comentar
Quinta-feira, 02.10.14

O Benfica levou um duche de água fria

Ontem, em Leverkusen, o Benfica desceu à terra, e deixou muitas dúvidas sobre o seu real valor.

Foi dos piores jogos de sempre da era europeia de Jorge Jesus, ao nível daquele que, faz agora um ano, o Benfica disputou em Paris, contra o PSG, que também foi uma miséria.

A derrota foi justíssima e a exibição paupérrima, e ficaram à vista as deficiências da equipa.

Jardel está anos luz abaixo de Garay, Samaris e Cristante ainda não se adaptaram ao lugar, Talisca eclipsou-se, e falta um avançado de grande qualidade à equipa. 

 

Os benfiquistas não se devem esquecer que a vantagem que temos no campeonato é mais fruto da incompetência de FC Porto e Sporting, do que nosso mérito.

A verdade é esta: este ano, sempre que jogámos contra equipas mais organizadas, não conseguimos vencer. As vitórias aconteceram em cinco jogos fáceis, contra Paços de Ferreira, Boavista, Setúbal, Moreirense e Estoril.

Contra o bem organizado Rio Ave, na Supertaça, o Benfica só venceu nos penalties. Além disso, empatou com o Sporting em casa, e perdeu sem apelo contra Zenit e Leverkusen.

 

Portanto, a equipa resolve o fácil, mas não o difícil, o que significa que não é ainda uma grande equipa.

Quatro pontos de avanço não são nada, e não nos iludamos, este ano vai ser muito mais difícil ser campeão ou mesmo ir à Liga Europa, pois para a Champions é claríssimo que não temos andamento. 

publicado por Domingos Amaral às 09:46 | link do post | comentar
Quarta-feira, 01.10.14

A Europa que os alemães querem só dá recessão

A Alemanha continua a desejar mais austeridade para a Europa, mesmo com a crise a bater-lhe à porta.

As principais economias do euro - Alemanha, França e Itália - estão ou em recessão, ou em anemia.

O Sul da Europa continua a patinar, com muito desemprego e muita dívida em Portugal, Espanha e Grécia.

A Irlanda melhorou apenas ligeiramente, e as coisas também não vão especialmente bem na Polónia ou na Holanda.

 

Quatro anos de intensa austeridade, imposta pela Alemanha da Sra Merkel, deram nisto: uma Europa em profunda crise.

As tensões políticas, como seria de esperar, multiplicam-se.

Os extremismos crescem em França, em Itália, na Grécia, e na própria Alemanha começam também a nascer.

Porém, os alemães não aprendem, nem querem abandonar a sua postura dura e teimosa.

 

Mesmo quando Draghi defende uma expansão da procura, com baixas de impostos e investimentos públicos, a Alemanha diz não.

Não quer nada, e ataca as intenções de Draghi de expandir a oferta monetária, baixando os juros e injectando dinheiro na economia.

Mesmo com a Europa atacada pelo desemprego, pela recessão, pela deflação e pela dívida, a Alemanha tudo rejeita e tudo sabota.

Até quando continuará esta cegueira?

 

 

publicado por Domingos Amaral às 10:39 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Segunda-feira, 29.09.14

Costa pode ser o Obama lusitano

Como eu já esperava, António Costa venceu folgadamente contra António José Seguro.

Por mais que o outro o atacasse, poucas dúvidas havia que entre os dois, ele era o melhor.

E agora, com o PS a seus pés, Costa tem de pensar em como ganhar o resto do país.

A sua personalidade tem várias vantagens, a principais das quais é que ele alegra a esquerda sem assustar a direita.

 

Conheço muita gente de direita que tem simpatia, admiração e respeito por António Costa, e que admite mesmo votar nele.

A direita desiludida com Passos e Portas poderá, talvez pela primeira vez, votar no PS, pois a fúria contra o Governo é imensa.

À esquerda, embora o PCP tenha vindo a crescer, o desmembramento do Bloco poderá ser também um aliado de Costa.

Louçã ainda empolgava muitos, mas isso não se passa com a actual liderança bicéfala, de Semedo e Martins.

 

Portanto, Costa pode entusiasmar os que sempre votaram PS, mais aqueles que votaram no Bloco ou noutros fenómenos de esquerda, como Marinho e Pinto e o Livre, e ainda pode ganhar votos ao centro e mesmo à direita.

Como é que isso se consegue?

Enganam-se os que pensam que é preciso ter muitas ideias e fazer muitas promessas.

 

Obama provou que mais importante que políticas concretas é mudar o estado de espírito das pessoas.

Contra a austeridade brutal, a esperança.

Contra a recessão geral, a crença que há um futuro melhor para os portugueses

O "yes, we can" de Obama pode ser adaptado para Portugal.

 

Basta querer, basta falar diferente, basta acreditar.

Tal como George W. Bush na América, Passos e Portas cometeram tantos erros e estragaram tanto o país que a mudança é muito desejada pela grande maioria dos portugueses.

Daqui até às eleições, a única dúvida é saber quantos serão. 

publicado por Domingos Amaral às 09:57 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Sexta-feira, 26.09.14

Tecnoforma: a montanha pariu um rato.

Em primeiro lugar, um lembrete.

Quem me lê neste blog, sabe perfeitamente que considero Passos Coelho uma tremenda desilusão, e que acho este Governo péssimo.

Estou em total desacordo com a estratégia de austeridade brutal que Passos escolheu, e posso dizer com absoluta certeza que não votarei nele, nem no PSD ou no CDS se forem separados, com estes líderes.

 

Dito isto, sempre me pareceu prematura e demasiado inflamada a excitação que esta semana se apoderou do país por causa do "caso Tecnoforma".

Como o primeiro-ministro acabou de esclarecer, nunca recebeu salário dessa empresa enquanto foi deputado.

Apenas recebeu despesas de representação quando fez duas viagens ao serviço de uma ONG.

Lamento desiludir os que achavam que Passos já estava aniquilado, mas tal não é verdade.

 

Não houve pagamentos de salários enquanto era deputado, nem Passos mentiu quando declarou, para receber um subsídio, que estava em exclusividade.

Portanto, por aí não há caso nenhum.

Resta saber se é eticamente reprovável colaborar com uma ONG enquanto se é deputado, e ter duas viagens pagas por essa ONG.

Talvez não seja inteligente, mas dificilmente se pode dizer que é caso para a demissão de um primeiro-ministro!

 

Portanto, acho que o mais grave que Passos fez, o seu principal erro, foi não ter matado este assunto logo no primeiro dia.

Ao dizer que não se lembrava, ao deixar passar uns dias, ao dizer que "tirava as consequências", Passos foi deixando o suspense crescer, e isso foi um erro grave.

Nestas coisas, não se pode deixar dúvidas, e só a sua existência já fere a reputação de um homem que tanta moral pregou aos portugueses.

 

Passos ficou pois beliscado, chamuscado mesmo, com esta nódoazinha no seu currículo.

De hoje em diante, os seus inimigos e detratores vão lembrar sempre o "não me lembro", as viagens da ONG, coisas que eram perfeitamente evitáveis se Passos tivesse esclarecido tudo imediatamente, logo no primeiro dia.

Mas, demitir-se por causa disto?

Caramba, tenham calma. Façam o "ice bucket challenge", pois o homem ainda vai durar mais uns tempos.

 

publicado por Domingos Amaral às 11:13 | link do post | comentar | ver comentários (1)
 

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