Quinta-feira, 30.10.14

Os desvarios informáticos do Governo

O nosso pobre governo não tem mesmo sorte com a informática.

Primeiro foi o Citius, que bloqueou todo o sistema judicial.

Depois, o sistema de colocação dos professores, que avariou e continua a falhar.

 

Mas, quem pense que tal é incompetência do Governo, pode tirar o cavalinho da chuva.

Este Governo consegue sempre descobrir terríveis culpados para as suas falhas.

Primeiro foi Sócrates, depois o Tribunal Constitucional, e agora são dois informáticos do ministério da Justiça.

Sim, já há suspeitas de sabotagem! Sim, foi de certeza crime!

O Citius foi bloqueado intencionalmente, criminosamente, por dois terríveis seres que percebiam de informática e lixaram o Governo.

 

Uhmmm...pois....

Ao contrário do que seria de esperar, há muita gente no ministério que não acredita nesta tese criminal.

Mas, como forma de passar as culpas, vem muito a calhar. 

Havendo terríveis criminosos, não foi o governo que falhou, o governo foi uma vítima, tal como todos nós.

 

E assim se sabota uma das maiores barracas de sempre de um governo...

Paula Teixeira da Cruz vai em breve retirar o seu pedido de desculpas.

Desculpas porquê, se foi crime?

E, nas próximas semanas, espero ansiosamente a revelação de que foram também uns informáticos, quiçá professores e ressabiados, que deram cabo do sistema de colocação de professores.

Já todos percebemos que este governo vive no faroeste, cercado de criminosos que não o deixam trabalhar!

 

 

publicado por Domingos Amaral às 10:33 | link do post | comentar
Segunda-feira, 27.10.14

Passos Coelho, jornalistas e comentadores

Há já muitos anos, cerca de 1991, George Bush (pai) foi derrotado numa reeleição para a presidência dos EUA.

Quem venceu foi Clinton, e o partido republicano em coro explicou o desaire de Bush com a "campanha nos media". 

Para eles, Bush era maltratado pela imprensa de esquerda, que adorava Clinton.

A derrota eleitoral não se justificava pois com a crise económica que os EUA viviam, nem com os erros de política interna e externa de Bush, mas sim com os maldosos e mal intencionados "jornalistas e comentadores".

 

Este fim de semana, Passos Coelho brindou-nos com uma argumentação semelhante.

Para ele, são os jornalistas e comentadores que odeiam o governo e que dizem que o país está mal.

Para ele, a culpa é toda dessa gentalha mal intencionada, que não deseja o bem de Portugal.

Apesar do Governo ter salvo Portugal, os jornalistas e comentadores não o percebem, e só sabem deitar abaixo quem tanto trabalhou em prol da nação.

 

Como disse no primeiro parágrafo, Bush foi derrotado, o que é o que acontece a quem se queixa da imprensa.

O queixume da imprensa é sempre um mal sinal, de perda ou de derrota, e é um sintoma do desespero, não de lucidez.

Quem trabalha bem é reconhecido pelo povo, e por mais que existam comentadores ou jornalistas críticos, a verdade é que se a opinião pública está a favor, os media não conseguem inverter essa onda.

Os media são, quase sempre, uma boa caixa de ressonância do sentir profundo das populações, e se são muito críticos, é porque a população anda muito insatisfeita.

 

Portanto, ouvir Passos Coelho a queixar-se dos jornalistas e comentadores é para mim péssimo sinal.

É sinal que o Governo deixou de compreender o país em que vive, e de o liderar, para apenas viver de lamentos derrotistas.

Apetece perguntar a Passos Coelho: foram os jornalistas e os comentadores que sobrecarregaram o país de austeridade?

Foram eles que cortaram os salários, os subsídios, as pensões?

Foram os jornalistas e comentadores que subiram brutalmente os impostos?

Terão sido eles a causar a balbúrdia na justiça e na educação dos últimos meses?

Se calhar, este governo é bestial e ninguém deu por isso.

publicado por Domingos Amaral às 12:13 | link do post | comentar
Quinta-feira, 23.10.14

Primeiro o BES, depois da PT: patrocínios do futebol em risco

Também para o futebol português, este está a ser um ano de muito más notícias.

A falência do BES colocou os principais clubes em dificuldades, pois era o banco que mais financiava o futebol, sobretudo Benfica, Sporting e FC Porto.

Mas, as coisas não se ficaram por aí, e a PT foi arrastada também nesse furacão.

 

Há dias, o FC Porto anunciou que tanto a PT como o Novo Banco vão deixar de ser seus patrocinadores a partir do Verão de 2015, e o clube terá de procurar outros.

É provável que também no Benfica e no Sporting existam cortes ou mesmo fim de contratos com o universo PT.

O Correio da Manhã diz hoje que os três grandes arriscam perder entre 10 a 12 milhões de euros de patrocínios.

Embora o Benfica garanta que vai continuar a trabalhar com as duas entidades, é evidente que, no estado em que estão PT e Novo Banco, o investimento no futebol vai diminuir fortemente.

 

Esta é mais uma desagradável consequência da crise económica portuguesa.

Embora os clubes tenham resistido, pois a maioria dos contratos de patrocínio são de longo prazo, a cinco anos, à entrada do quinto ano de crise, é impossível ela não se refletir. 

Aliás, esta tendência já se vinha a sentir noutras entidades. A Liga, por exemplo, tem vindo a perder os seus principais patrocinadores dos campeonatos.

Primeiro foi a Zon, depois a Sagres, que reduziu a sua participação, que se juntaram à Era e ao Banif, que também abandonaram os seus patrocínios.

 

Para alguns clubes, houve boas notícias, com a manutenção ou até crescimento dos apoios da Sagres, e a entrada do banco Big, mas se fizermos a conta, são mais as perdas do que os ganhos.

Infelizmente, esta tendência vai prolongar-se no tempo, pois durante os próximos cinco anos, pelo menos, os valores dos novos patrocínios serão muito mais baixos.

 

O futebol português está pois num ambiente muito adverso.

Por um lado, a UEFA proíbe os fundos, que colocavam em Portugal muito bons jogadores; e aperta com o "fair-play" financeiro, impedindo os clubes de acumularem os prejuízos do passado.

Por outro, a banca nacional diminui drasticamente o financiamento, e os patrocinadores reduzem os seus investimentos, fazendo cair as receitas dos clubes. 

Como o povo também não tem muito dinheiro, as assistências caiem também, caindo as receitas de bilheteira.

 

É um ciclo vivioso complexo: menos financiamento, menos investimentos, menos receitas, implicam equipas mais baratas e menos competitivas; e isso faz por sua vez diminuir de novo as receitas, obrigando a mais cortes na despesa. 

Veremos quem melhor se adapta a este ecossistema tão adverso, mas é provável que os bons resultados nos rankings da UEFA venham a sofrer bastante.

Os clubes portugueses e o nosso campeonato chegaram alto na UEFA, mas agora podem arriscar-se a uma queda forte.  

 

 

publicado por Domingos Amaral às 09:35 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Quarta-feira, 22.10.14

Barroso não deixa saudades

Durão Barroso despediu-se de presidente da Comissão Europeia com um discurso carregado de auto-elogios, e grande satisfação pelo que fez em dez anos no cargo.

É natural que ele faça o seu auto-marketing, mas a verdade é que deixa poucas saudades.

Por mais que ele diga que não, Barroso nunca foi uma força determinante nos destinos da Europa.

E, quando escolheu um rumo, normalmente escolheu mal.

 

Durante a crise europeia, quando muitos lhe diziam que a austeridade não ia resolver a crise, Barroso foi sempre a reboque da Alemanha, e das suas teses castigadoras e violentas.

Defendeu e apoiou os programas das "troikas", que correram muito mal, deixando as economias de rastos, e sem resolverem o problema das suas dívidas excessivas. 

Em vez de promover uma solução europeia forte e duradoira, como mais união política, um governo europeu, e a mutualização da dívida e da segurança social, Barroso sempre cedeu às fúrias austeritárias de Merkel e Schauble. 

 

Depois, quando tudo correu muito mal, sobretudo em 2011 e 2012, foi dos últimos a perceber que as taxas de juro das dívidas públicas de quase todos os países europeus só desceriam quando o BCE interviesse, e nunca o exigiu.

Foi mais um dos náufragos que Mário Draghi salvou.

 

Entretanto, foi durante estes dez anos que a Europa se dividiu mais, que os partidos radicais e extremistas europeus mais cresceram, que o Reino Unido mais se afastou, que a Rússia cresceu e quase invadiu a Ucrânia, que o Islão se tornou mais agressivo, depois de uma estúpida invasão americana que Barroso tanto apoiou.

 

Olha-se para a Europa e pergunta-se: o que fez Barroso por ela de significativo?

Admito que nos bastidores tenha evitado desastres, e que tenha lutado na sombra por convencer estes e aqueles, sobre isto ou aquilo.

Mas, nem foi um homem poderoso, nem foi um homem influente.

Andou quase sempre a reboque de outros, de Rehn, de Merkel, de Sarkozy, de Schauble, e pouco ou nada disse que possamos relembrar.

Tentou ser a bissetriz entre fortes e fracos, entre ricos e pobres, entre devedores e credores, e acabou não sendo nada de muito relevante.  

publicado por Domingos Amaral às 10:27 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Sexta-feira, 17.10.14

O primeiro herói do Ébola

Chama-se William Pooley e é o primeiro herói mundial que o ébola criou.

A sua história merece ser contada, pois é uma história de coragem, resistência e grandeza humana.

William é britânico e enfermeiro, tem 29 anos e é o primeiro sobrevivente do ébola.

 

Contraíu o vírus na Serra Leoa, onde estava a trabalhar como voluntário, no combate à epidemia.

Foi levado de volta para Inglaterra, em muito mau estado, e tratado com o medicamento experimental Zmapp.

Recuperou a 100%, e a primeira coisa que pediu foi para regressar à Serra Leoa, para ajudar os seus colegas e os doentes no terreno.

Quando lhe perguntaram se não tinha medo, respondeu que sim, e que sabia que os seus pais estavam "receosos, mas mesmo assim estão do meu lado, por saberem que isto é algo que tenho de fazer".

 

Mas, Pooley fez mais.

Recentemente, viajou para os EUA e doou os seus anticorpos a um doente também infectado com ébola.

A propósito desta ida, e do regresso à Serra Leoa, declarou: "creio que é o mínimo que posso fazer, depois do cuidado e da dedicação com que fui tratado".  

 

William Pooley é um herói tranquilo, e um exemplo para toda a Humanidade.

Enquanto uns dizem que se devem matar doentes e em Madrid se mata um cão sem sequer o analisar, William Pooley lutou contra a doença, venceu-a e agora quer salvar mais seres humanos.

Revela umas das mais belas, e raras, qualidades dos seres humanos: a coragem para enfrentar o medo. 

É assim que se combate o ébola, não é a matar cães ou a entrar em pânico.

 

publicado por Domingos Amaral às 12:24 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Quinta-feira, 16.10.14

O regresso da grande crise europeia

E, de repente, tudo se pode estragar outra vez.

A Grécia explode em sarilhos, e os europeus recusam a ideia dos gregos saírem do programa de resgate já.

Como é evidente, os mercados financeiros estão esquizofrénicos.

As taxas de juro empinam, incluindo as portuguesas, mesmo com um Orçamento austero do governo.

As bolsas europeias afundam a pique há vários dias.

A somar à forte recessão que se vive na Europa, e que vergasta a Alemanha, a França e a Itália, além de todo o sul, há agora uma tempestade financeira.

O caos pode chegar, outra vez.

 

Os europeus não aprenderam nada, sobretudo os alemães.

A sra Merkel continua a dizer que a resposta da Europa à crise foi a correcta, e preconiza mais austeridade.

Em Portugal, Passos Coelho segue-a sem problemas, e repete a receita, com ligeiras variações que não valem quase nada.

Uma grande parte dos europeus continua a acreditar que é assim, com sofrimento e dor, que se recupera a confiança e se relança as economias.

É uma ideia moral que parece certa, mas não vale nada como receita económica.

A austeridade mina tudo, destrói as economias, as empresas, as famílias, e espalha-se aos países vizinhos, como um vírus.

Se há uma crise profunda na Europa, ela deve-se à austeridade que Merkel e Schauble obrigaram a impor.

 

Quase quatro anos de falhanços europeus já deviam ter ensinado isso a todos.

Se a Europa não o perceber rapidamente, será o seu fim. 

Estamos a gerar monstros por todo o lado, os radicais têm cada vez mais argumentos.

Depois não digam que não foram avisados. 

Na Alemanha, nos anos 30, a austeridade levou Hitler ao poder.

E, este século, os novos demónios já andam por aí à solta.

 

publicado por Domingos Amaral às 12:36 | link do post | comentar
Quarta-feira, 15.10.14

Estou farto do telemarketing agressivo da Nos!

Se há coisa cada vez mais insuportável, é o telemarketing de certas empresas.

São constantes telefonemas, cheios de questionários que vão ser gravados, e mais não sei o quê, a quererem saber tudo sobre a nossa vida, e com pessoas cheias de salamaleques verbais.

Na verdade, o telemarketing pode ser extremamente prejudicial a certas empresas, e acho que muitas delas ainda não perceberam.

 

Por exemplo, a Nos. 

Como todos sabemos, a Optimus e a Zon fundiram-se e nasceu a Nos.

Ora, eu tenho um telemóvel que era Optimus, e portanto passou a ser Nos.

Vai daí, passei a ser massacrado com telefonemas da Nos, pois eles querem que eu, além do telemóvel, também seja cliente deles de televisão, telefone fixo, internet em casa.

Por mais que eu lhes explique que já estou fidelizado pela concorrência por 24 meses, eles não desistem, e continuam a falar.

 

Em certas semanas, chegam a falar-me três vezes, três operadores diferentes, e a pergunta é sempre a mesma. Já cansa.

E parece que as minhas respostas, desde a primeira vez que me falaram, não são lidas. É como se eu não tivesse dito nada.

Por mais que lhes explique que não vou mudar para a Nos, eles não querem saber.

Devo estar metido num "sistema informático" qualquer, numa pasta chamada "Clientes a Massacrar"!

 

O problema é que este constante ataque agressivo está a deixar-me insatisfeito com a Nos.

Parece que ninguém tem respeito por mim e pela minha escolha.

Estou a começar a ficar farto, e já cheguei ao ponto de desligar os telefones na cara dos operadores que, coitados, me insistem em falar.

O passo seguinte é pois o óbvio: estou à beira de cancelar o meu contrato, e de me mudar para a concorrência.

Veja-se pois o brilhante resultado do marketing intrusivo da NOS: o cliente está de tal maneira farto, que está seriamente a pensar ir-se embora.

É nisto que dá o exagero, e a ganância das empresas, que nos faltam ao respeito e nos incomodam.  

publicado por Domingos Amaral às 10:14 | link do post | comentar | ver comentários (3)
Segunda-feira, 13.10.14

Quem tem medo mata um cão

Percebo perfeitamente que as pessoas se assutem com uma doença que desconhecem, o ebola, e que é perigosa, pois não se encontrou ainda a cura.

Mas, parece-me que entrar em pânico não é o melhor caminho.

Os serviços de saúde espanhóis mataram um cão apenas com um argumento: o medo que ele propague a doença. 

 

O Excalibur era o cão da enfermeira espanhola que foi contagiada com o vírus. As autoridades espanholas decidiram matá-lo.

Porém, o cão não estava doente. Ninguém lhe fez sequer uma análise!

Ninguém tinha qualquer certeza se ele ia adoecer, se ia contrair ou não a doença, ou se no caso de contrair a poderia pegar a seres humanos.

Nada disso se sabia, mas o cão foi mesmo assim abatido, só porque teve o azar de passar uns dias com a dona, depois dela ter adoecido.

 

Parece-me uma estupidez colossal.

O cão, em vez de ser morto, deveria ter sido analisado.

A ciência tem evoluído muito com o estudo dos animais, e este podia ajudar-nos a saber se o ebola passa de humanos para cães, e como se propaga.

Nada disso foi feito.

O pânico tomou conta das autoridades espanholas, e na dúvida, mais valia matar o cão do que esperar para ver se ele adoecia ou não.

 

A isto chama-se medo puro. Matou-se porque se teve medo.

Não se matou um cão doente. Matou-se um cão que nem sequer sabemos o que tinha.

Ou seja, não se evoluiu, não se fez nada para perceber a doença, apenas se matou porque se teve medo.

Diz o provérbio antigo que quem tem medo, compra um cão.

Em Espanha, quem tem medo, mata um cão. 

 

Ora, já dizia Roosevelt, o presidente americano: "a única coisa de que devemos ter medo é do próprio medo".

O medo infeta as pessoas, torna-as aterradas, cruéis, más, e dispostas a matar para acabar com esse medo.

O medo brutaliza-nos, afasta-nos da civilização, faz-nos regressar à barbárie.

Pessoas com medo, são pessoas perigosas.

 

Para combater o ebola, não podemos ter medo.

Temos de confiar que a nossa civilização é capaz de ter pessoas corajosas, que são capazes de estudar esta doença e tentar encontrar uma forma de a dominar.

Se essa coragem não existir, nunca vamos conter uma doença, porque nos recusamos a estudá-la.

Foi essa coragem que não existiu em Espanha.

As autoridades recusaram a coragem de ser humano e tentar perceber melhor a doença.

 

E isto não tem nada que ver com os direitos dos animais.

Eu não me comovo com cães agressivos, que matam crianças ou adultos.

Mas acho que um cão que nem sequer se sabe se tem qualquer doença deve ter o direito a continuar vivo.

Porque matar um animal só se justifica se ele for comprovadamente perigoso, não quando apenas temos medo que ele possa vir a ser, eventualmente, perigoso.

 

 

publicado por Domingos Amaral às 11:24 | link do post | comentar | ver comentários (8)
Sexta-feira, 10.10.14

PT, BES, Ebola: o ano de todas as desgraças!

2014 está a ser o ano de todas as desgraças.

O BES faliu, deixando um rasto de destruição na economia portuguesa.

A PT, uma das poucas grandes empresas portuguesas, está de pantanas.

O resto da banca vive em stress, num mar de dificuldades.

A bolsa atinge mínimos históricos.

O Governo faz disparates todas as semanas, desde a justiça à educação.

A Europa afunda-se numa crise económica sem fim à vista.

E só faltava agora o Ebola, um virus mortal, aparecer para assustar as pessoas.

 

Olha-se à nossa volta, e tudo o que se vê na economia portuguesa é deprimente. 

O sonho dos anos 90, uma economia moderna e europeia, transformou-se num pesadelo.

A Europa, que nos ia trazer prosperidade, só nos obriga a violentos sacrifícios.

E as grandes empresas nacionais, que se iam expandir pelo mundo, falharam.

PT, Jerónimo Martins, EDP, BCP e muitas mais, lambem as feridas de uma expansão que se descontrolou.

 

É o fim de uma era.

O nosso mundo português, tal como o conhecíamos, está a desagregar-se.

Conseguirá o sistema político português resistir a estes constantes terramotos?

A direita está em profunda perda, pois apostou na austeridade e ela afundou ainda mais o país.

A esquerda está dividida em grupinhos, e incapaz de se unir, não tendo mudado nada em 40 anos.

A aliança que dominou Portugal, formada pela banca, pela política e pela construção civil, está de rastos.

 

Mas, estando nós na Europa do euro, o que se pode fazer?

Os governantes nacionais mandam muito pouco, e se a Europa não muda, Portugal também não o conseguirá sozinho. 

António Costa pode ser um farol de esperança para muitos, mas se Merkel continuar a obrigar todos à austeridade, rapidamente os portugueses perceberão que Costa será trucidado pelo sistema.

Se as coisas não mudarem e depressa, daqui a uns anos nada restará. 

Seremos um parque temático de ruínas, para os turistas verem.

Só os Jerónimos continuarão de pé, o resto estará tudo de gatas.

 

 

 

publicado por Domingos Amaral às 10:11 | link do post | comentar | ver comentários (1)
Quinta-feira, 09.10.14

Vitor Gaspar e as "políticas orçamentais inteligentes"

Vítor Gaspar reapareceu em grande, agora assinando um relatório do FMI, para onde foi trabalhar depois de ter deixado o ministério das Finanças.

E, para surpresa de muitos, Gaspar propõe "políticas orçamentais inteligentes" como forma da Europa sair da profunda crise económica em que está.

Apetece perguntar: importa-se de repetir? "Políticas orçamentais inteligentes"? Propostas por Vítor Gaspar? Mas, isso é uma contradição insanável.

Se bem me lembro, este foi o mesmo ministro que cortou violentamente os subsídios de férias e natal aos funcionários, que quis subir a TSU, e que nos brindou com "um enorme aumento de impostos"!

Ora, como todos sabemos, as políticas que Gaspar aplicou a Portugal foram um desastre.

O PIB caiu a pique, a recessão foi profunda, o desemprego subiu a níveis nunca vistos, as receitas fiscais caíram com violência, e no final da história o deficit orçamental do Estado, que Gaspar queria fazer descer, subiu!

Foi esta a "política orçamental inteligente" de Gaspar, que foi um tão grande fiasco que ele se demitiu, dizendo numa carta pública que os resultados da sua política lhe tinham retirado "credibilidade"!

É de gargalhada que aquele que fez a política mais estúpida de que há memória em Portugal, venha agora dizer que a Europa precisa de "políticas inteligentes" para sair do buraco onde este "inteligente" e outros a meteram!

Políticas "inteligentes" vindas de Gaspar?

É melhor fugirmos a sete pés que vem aí disparate certo!

 

 

 

publicado por Domingos Amaral às 11:09 | link do post | comentar
 

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